Categoria: Investimento pessoal

Como melhorar a saúde mental das mulheres?

As mulheres estão enfrentando atualmente um paradoxo quando se trata de seu bem-estar. Externamente, eles se destacam em vários campos (educação, esporte, ciência e política), entretanto, os números indicam um aumento dos casos de ansiedade e de depressão.

Então, o que pode ser feito para ajudá-las a se sentir bem consigo mesma? Ou seja, como melhorar a saúde mental das mulheres?

Vivemos em um mundo desafiador, onde a competição pelo “ter” faz com que as mulheres lutem para “ser” figuras socialmente perfeitas (mulher+mãe+profissional+companheira), o que acaba gerando quadros graves de aflição e desconforto psicológico. Cada vez mais estão sendo obrigadas a serem a Mulher-Maravilha da resiliência, tendo que aumentar capacidade de se adaptar aos desafios da vida. Se obrigando a ter flexibilidade, otimismo, competência, gestão emocional e auto-estima elevada.

Mas como enfrentar o medo de não conseguir tal perfeição?

Com certeza, construindo bases que proporcionem uma real coragem mental, intelectual e emocional. E a Terapia Psicológica é um espaço privilegiado onde é possível construir essa base. Uma pessoa corajosa teme o que deve ser temido, mas confia em sua potencialidade quando se autoconhece. A Psicologia entende coragem mental como o comportamento de pensar em novas idéias e ter a coragem de implementá-las enfrentando as consequências, e focando suas energias em pessoas ou em situações realmente relevantes.

Entretanto, a resiliência (conseguida através do início de um processo terapêutico) por si só não impedirá o sofrimento psicológico. É crucial buscar apoio especializado e constante para um maior controle de si mesma. Ao fornecer serviços de saúde mental acessíveis, em conjunto com o foco em impulsionar a adaptação aos desafios da vida moderna, vislumbramos que as mulheres se tornarão mais resilientes e mais saudáveis psicologicamente falando.

Se você nunca fez Terapia ou quer retornar a um atendimento Psicológico. Convidamos a conhecer um dos terapeutas da Innere Psicologia.

10 formas diferentes de dizer: Eu te amo!

 

O que você pode fazer para comunicar e mostrar ao seu parceiro que você o ama? Experimentamos o amor de maneiras diferentes, alguns querem carinho, outros precisam ouvir um “eu te amo” e, para outros, as ações falam mais que palavras.

Aqui estão 10 dicas e maneiras diferentes de mostrar o seu amor:

 

 

1. Pratique pequenos atos aleatórios de bondade com seu parceiro 

Quando seu parceiro precisa de uma pequena ajuda, apenas ajude. Se ele está muito cansado para andar com o seu cachorro ou organizar a casa, o ajude na tarefa e mostre que você se importa com o bem estar dele.

2. Mande mensagens de carinho

Com o advento das redes sociais, é possível ficar próximo de quem você ama. seja cuidadosa e não exagere, mas envie pequenas mensagens relembrando o quanto outro é importante.

3. Faça coisas agradáveis ​​sem motivo

Atos agradáveis aleatórios, como preparar um café da manhã ou dar um presente, mostram para a outra pessoa o quanto você a ama.

4. Faça todas as pequenas coisas que você fez quando estavam só paquerando

Lembre-se do início do namoro, quando você fazia pequenas coisas que deixavam o seu parceiro encantado? Faça sempre que puder!

5. Peça ao seu parceiro para lhe dizer o que você faz que o encanta

Proporcione o que você tem de melhor ao outro.

6. Seja gentil com os amigos e familiares do seu companheiro 

Uma maneira de dizer “eu te amo” é ser agradável com as pessoas que são importantes para o seu parceiro. Aceitá-los fará bem para o seu relacionamento.

7. Seja empático e escute o seu parceiro

Não há nada melhor que você pode fazer do que ouvir quem você ama, quando ele tem um problema e quer falar sobre isso.

8. Vá para a cama uma hora mais cedo 

Aproveite esse momento, coloque a conversa em dia, abrace, beije, demonstre o seu carinho.

9. Dê pequenos presentes 

Mostre que você pensa nele com pequenas e baratas ações.

10. Dê abraços e beijos espontâneos 

Ser carinhosa ao longo do dia é uma ótima maneira de mostrar a alguém que você se importa.

Você é honesto com você mesmo?

Quem nunca mentiu para si mesmo? Quem nunca se auto enganou? Afinal, você é honesto com você mesmo?

Para provar que a ilusão é um prazer, elencamos 6 mentiras que vez em sempre contamos para nós mesmos:

1. Ignorância é uma benção

Muitas vezes evitamos algumas informações porque sabemos que elas vão nos desmotivar, e falamos em alto e bom som: “A ignorância é uma benção” (auto engano).

Quase um: “se não sei sobre determinado assunto não sofro com ele”. O problema disso é que não é possível ter uma completa ignorância, viver em uma bolha estratégica é perigoso e limitador.

2. Negar a realidade

A negação é uma defesa psicológica que usamos contra realidades que nos incomodam, criando assim uma falsa sensação de segurança.

Por exemplo, na negação, algumas pessoas dizem para si mesmas: “Posso parar de fumar a qualquer momento”, “Isso não está acontecendo comigo”, “Não tenho problema com o meu chefe”(auto engano).

3. Confiança excessiva

Sabe aquelas pessoas que é são tão confiantes que chegam a pensar que são abençoadas e escolhidas por uma força maior.

Esse otimismo irrealista diminui a necessidade de um real esforço e faz com que nós falhemos diante da vida, um exemplo, é aquele alcoólatra que que confia que a qualquer momento pode parar de beber (auto engano), mas que sempre falha nesse objetivo.

4. Humildade excessiva

Em oposição ao excesso de confiança, se uma pessoa é incerta sobre suas reais habilidades acaba por evitar de fazer determinados trabalhos por acreditar que não têm potencial para tanto(auto engano).

5. Como eu gosto de ser visto

As pessoas gostam de ser bem percebidas, por si mesmas e por outros.

Internalizamos inconscientemente personalidades de alto valor social para sermos melhores avaliados pelos nossos pares (auto engano). Por exemplo, divulgamos as nossas ações de caridade ou postamos mensagens de compaixão as vítimas de uma determinada tragédia nas redes sociais.

6. Eu e os outros

Somos rigorosos com os outros, mas em contrapartida nós atribuímos o nosso sucesso a nossa competência e nossas falhas a circunstâncias infelizes da vida (auto engano). Por exemplo, quando dizemos: “Você falhou, porque você não tentou o suficiente”, “Eu falhei, porque eu tive um problema de saúde”.

 

Quer diminuir a quantidade de vezes que você mente para você mesmo? Busque o seu autoconhecimento, faça terapia!

5 dicas para gerenciar seu tempo

Honre seus objetivos e pare de procrastinar. Você tem muito a fazer e muito pouco tempo para fazê-lo? Você não está sozinho. No mundo agitado e conectado de hoje, parece que devemos estar ocupados 24 horas por dia e 7 dias por semana apenas para acompanhar o básico. Não parece haver tempo suficiente para fazer as coisas bem.

O sentimento de privação de tempo ou energia faz com que você coma alimentos rápidos em vez de cozinhar refeições saudáveis, se esqueça de pagar as contas a tempo, não responda os e-mails importantes ou ligações telefônicas. Uma mentalidade de escassez pode levar você a negligenciar as pessoas que você gosta, além da sua própria saúde e bem-estar.

Tome o controle de seu tempo. A chave é assumir o controle do seu tempo, em vez de permitir que o tempo te controle. Pessoas que estão sob pressão do tempo e sentem que tem controle sobre seu tempo relatam maior satisfação de vida, sentem-se menos sobrecarregadas e tem menos tensão do que aqueles que estão igualmente ocupados. Mesmo se você não pode controlar o tempo livre que você tem, você pode começar a ser mais efetivo no gerenciamento do tempo que você tem.

Abaixo estão cinco coisas que você pode fazer para controlar o seu tempo:


1. Definir prioridades

Dê um passo atrás e pense em seus maiores objetivos de vida. Decida quais metas são mais importantes para você. Uma vez que você é claro sobre suas prioridades e objetivos, você pode usar isso como base para planejar seu tempo e compromissos.

2. Seja realista sobre o que você pode realizar

Se você é como a maioria das pessoas, provavelmente irá superestimar o que você pode fazer. Você pode esquecer que você é menos produtivo quando está cansado, que você é obrigado a ser interrompido ou que pode encontrar problemas ao longo do caminho que desviam seu tempo e atenção.

3. Limite as interrupções

Limitar a frequência com que você é interrompido é a chave para fazer as coisas. 

4. Diga “não” a compromissos extras que não atendem seus objetivos

A maioria de nós prefere dizer “sim” do que dizer “não”. Mas priorizar seus objetivos significa desistir de algumas coisas que você deseja. Definir limites com os outros é uma parte importante do gerenciamento do estresse. Então, antes de se comprometer, pense em onde essa tarefa ou função está em sua lista de prioridades e apenas diga ” Sim “ se é uma área de alta prioridade.

5. Pare de procrastinar

Depois de descobrir o motivo pelo qual você está procrastinando, você está em melhor posição para encontrar uma solução.
Se a tarefa é desagradável ou chata, pense em quão importante ela é para você.
Se a tarefa for chata, mas não tão importante, pense em não faze-la.
Se você está com excesso de trabalho e cansado, motive-se.
Se você não acha que pode fazer um bom trabalho, avalie se essa crença é verdadeira.





Este artigo é baseado em um capitulo do livro de Melanie Greenberg, The Stress-Proof Brain: Master your Emotional Response to Stress Using Mindfulness and Neuroplasticity

Disponível em no site

Você realmente conhece quem você é?

“Conhecer a ti mesmo é o princípio da sabedoria.”

 

Esta famosa citação é muitas vezes atribuída a Sócrates. Mas o que exatamente você sabe sobre você?

Mas primeiro, por que é importante conhecer a si mesmo? Talvez seja óbvio, mas aqui em poucas palavras são algumas razões pelas quais você pode querer saber sua própria natureza:

  • Felicidade. Você será mais feliz quando você pode expressar quem você é e seus desejos.
  • Menos conflito interno. Quando suas ações externas estão de acordo com seus sentimentos e valores internos, você experimentará menos conflito interno.
  • Melhor tomada de decisões. Quando você conhece a si mesmo, você é capaz de fazer melhores escolhas sobre tudo, de pequenas decisões como qual camisola você vai comprar para grandes decisões como o parceiro que você vai gastar sua vida. Você terá diretrizes que você pode aplicar para resolver problemas variados da vida.
  • Autocontrole. Quando você se conhece, você entende o que o motiva a resistir a maus hábitos e desenvolver bons. Você terá a visão para saber quais valores e objetivos ativam sua força de vontade.
  • Resistência à pressão social. Quando você está fundamentado em seus valores e preferências, você tem menos probabilidade de dizer “sim” quando você quer dizer “não”.
  • Tolerância e compreensão dos outros. Sua consciência de suas próprias fraquezas e lutas pode ajudá-lo a ter empatia com os outros.
  • Vitalidade e prazer. Ser quem você realmente é ajuda você a se sentir mais vivo e torna sua experiência de vida mais rica, maior e mais excitante.

 

Agora voltamos para a pergunta inicial: Mas o que exatamente você sabe sobre você? Temos 6 elementos (sinais vitais) que podem ajudar nesta jornada de auto-conhecimento e a compreender a sua própria identidade:

V = Valores

Os “valores”, como “ajudar os outros”, “ser criativo”, “saúde”, “segurança financeira”, etc., são guias para a tomada de decisões e motivadores para se atingir os objetivos. Pode tornar mais provável que você tome ações saudáveis, por exemplo. A motivação fornecida por valiosos valores também pode mantê-lo indo mesmo quando você está cansado, como mostrado em muitos experimentos de psicologia. Se você quiser motivar-se, conhecer seus valores!

I = Interesses

“Interesses” incluem suas paixões, passatempos e tudo o que atrai sua atenção durante um período de tempo sustentado. Para descobrir seus interesses, pergunte a si mesmo estas perguntas: O que você presta atenção? O que você está curioso? O que lhe interessa? O estado mental focalizado de estar interessado em algo torna a vida viva e pode lhe dar pistas sobre suas paixões mais profundas.

Muitas pessoas construíram uma carreira em torno de um profundo interesse em algo. Por exemplo, um amigo meu quebrou a perna quando ele tinha 11 anos e estava tão fascinado pelos médicos do pronto-socorro que ele decidiu se tornar um médico de emergência.

T = Temperamento

“Temperamento” descreve suas preferências inatas. Você restaura sua energia de estar sozinho (introvertido) ou de estar com as pessoas (extrovertido)? Você é um planejador ou o tipo de pessoa que se deixa levar? Você toma decisões com base em sentimentos ou pensamentos e fatos? Você prefere detalhes ou grandes idéias? Conhecer as respostas a perguntas de temperamento como estas poderia ajudá-lo a ir de encontro a situações que seriam boas para você e a evitar situações que seriam ruins.

Nos anos 60, a “espontaneidade” foi valorizada em relação ao planejamento. Eu tentei “ir com o fluxo”, mas pareceu-me que eu perdi um monte de tempo dessa maneira. Ir contra o grão da minha própria personalidade acabou por ser uma tarefa assustadora que não valia a pena.

A = Atividades ao redor do Relógio

A expressão “ao redor do relógio” refere-se a quando você gosta de fazer coisas – seu biorritmo. Você é uma pessoa da manhã ou uma pessoa da noite, por exemplo? A que horas do dia sua energia atinge o pico? Se você agendar atividades quando estiver no seu melhor, você está respeitando sua biologia inata. Quando eu olho para trás na minha vida, eu percebo que eu tenho sido uma pessoa da manhã desde o nascimento. Aquelas festas com amigas? Eu adorava ser incluída, mas nao gostava de ficar até tarde.

Enquanto a idéia do biorritmo pode soar trivial para a construção do self em comparação com a “valores”, pode apostar que sua vida diária é mais agradável quando você está em sincronia com a sua biologia. Em cada área, é mais fácil desfrutar da vida quando você não desperdiça energia fingindo ser alguém que você não é.

L = Missão de Vida e Metas Significativas

“Quais foram os eventos mais significativos de sua vida?” Esta era uma pergunta que eu gostava de perguntar quando os alunos iriam me ver para aconselhamento de carreira na faculdade onde eu trabalhei. Uma mulher de cerca de 40 anos ficou com os olhos cheios de lágrimas enquanto tentava responder. “Recentemente”, ela me disse, “eu achei muito importante cuidar do meu pai enquanto ele envelhecia e entrou em uma casa de repouso. Eu pude de estar lá e segurar sua mão quando ele morreu”. Enquanto falávamos sobre as dificuldades e recompensas dos últimos dias do pai, ela teve um momento e percebeu que ela queria se tornar uma enfermeira de casa de repouso (ela cumpriu seu objetivo e foi uma das líderes de sua classe.)

Pergunte a si mesmo a mesma pergunta: “Quais foram os eventos mais significativos de sua vida?” Você pode descobrir pistas sobre sua identidade oculta, sua carreira e satisfação com a vida.

S = Pontos Fortes

“Forças” pode incluir não só habilidades e talentos, mas também forças de caráter como lealdade, respeito pelos outros, amor pela aprendizagem, inteligência emocional, justiça e muito mais. Conhecer seus pontos fortes é um dos fundamentos da autoconfiança; Não ser capaz de reconhecer suas próprias superpotências poderia colocá-lo no caminho para a baixa auto-estima. Torne-se uma pessoa que “toma as coisas boas para si”, ouvindo elogios e percebendo habilidades que poderiam ser pistas para seus pontos fortes. Exemplo: Um conhecido diz que ela adora o som suave de sua voz. O que você poderia fazer com esse conhecimento? Da mesma forma, conhecer suas fraquezas pode ajudá-lo a ser honesto consigo mesmo (ou com os outros) sobre o que você NÃO é tão bom. Você pode decidir trabalhar com essas fraquezas ou tentar torná-las uma parte menor de sua vida pessoal ou profissional.

 

Este artigo é baseado em um capítulo do livro Changepower!: 37 secrets to habit change success de Meg Selig.

Disponível na Psychology Today 

Qual a diferença entre inteligência emocional e força mental?

É uma grande questão porque há muitos equívocos sobre o que significa ser mentalmente forte e mitos sobre como desenvolver a inteligência emocional.

A definição de inteligência emocional mudou ao longo dos anos. O Cambridge Dictionary oferece uma definição básica: “A capacidade de compreender a maneira como as pessoas se sentem e reagem e usar essa habilidade para fazer bons julgamentos e para evitar ou resolver problemas.”

Embora o conceito de inteligência emocional tenha surgido na década de 1960, não se tornou popular até 1995, quando o livro de Daniel Goleman, Emotional Intelligence: Why it can matter more than IQ (Inteligência Emocional: Por que pode importar mais do que o QI), tornou-se um best-seller.

No entanto, ao longo dos anos, muitas pessoas têm interpretado mal as declarações de Goleman. Enquanto ele argumenta que a inteligência emocional pode dar às pessoas uma vantagem competitiva em certos ambientes, também deixa claro que uma alta inteligência emocional não necessariamente levará a maior realização acadêmica ou melhores pontuações no vestibular.

Goleman identificou cinco componentes da inteligência emocional:

 

  • Auto-consciência: A auto-consciência é a capacidade de reconhecer e compreender as suas emoções e impulsos, bem como o seu efeito sobre os outros.
  • Motivação interna: A paixão para o trabalho que vai além do dinheiro e status, como a visão interior do que é importante na vida ou a alegria de fazer algo.
  • Auto-regulação: A auto-regulação é sobre o redirecionamento de impulsos e humores disruptivos e a capacidade de pensar antes de agir.
  • Empatia: Empatia é a capacidade de compreender a composição emocional de outras pessoas e a vontade de tratá-los de acordo com suas reações emocionais.
  • Competências sociais: As habilidades sociais incluem proficiência na gestão de relacionamentos e uma capacidade de construir relacionamentos com os outros, encontrando um terreno comum.

 

O que é força mental?                      

A força mental é freqüentemente usada de forma intercambiável com “resistência mental”, mas dependendo de como alguém a define, há uma boa chance de que eles não sejam a mesma coisa.

A resistência mental é freqüentemente usada quando as pessoas estão se referindo a atletas de elite, muitos deles quando estão testando seus corpos até os limites, vendo quanta dor eles podem suportar.

Mas, felizmente, a maioria de nós não precisa correr com um tornozelo quebrado ou intimidar os nossos adversários. Assim, esse tipo de resistência não é uma habilidade que a maioria de nós precisa na vida cotidiana.

Ser mentalmente forte não é sobre agir de maneira rígida. Trata-se de estar ciente de suas emoções, aprender com experiências dolorosas e viver de acordo com seus valores.

A força mental tem três componentes principais:

 

  • Regular seus pensamentos: regular seus pensamentos envolve aprender como treinar seu cérebro para pensar de uma maneira útil. Isso pode significar ignorar a auto-dúvida ou substituir a autocrítica pela auto-compaixão.
  • Gerenciar suas emoções: Estar ciente que suas emoções permite que você compreenda como aqueles sentimentos influenciam a maneira que você pensa e se comporta. Pode envolver abraçar emoções – mesmo quando elas são desconfortáveis ​​- ou pode ser sobre agir contrariamente às suas emoções, quando esses sentimentos não lhe servem bem.
  • Comportar-se de modo produtivo: Escolher agir de forma que irá melhorar a sua vida, mesmo quando você luta com motivação ou gratificação atrasada, é fundamental para se tornar mentalmente forte.

A grande diferença

A inteligência emocional é parte da força mental, mas a força mental vai além das emoções e aborda os pensamentos e comportamentos que afetam a qualidade geral de sua vida.

A força mental envolve o desenvolvimento de hábitos diários que constroem o músculo mental. Também envolve desistir de maus hábitos que atrasam suas realizações e conquistas.

A boa notícia é que qualquer pessoa pode aumentar sua inteligência emocional e construir força mental. E essas habilidades irão atendê-lo bem tanto em seu lado profissional quanto em seu lado pessoal.

 

Este artigo é baseado em um capítulo do livro 13 Things Mentally Strong People don’t do: take back your power, embrace change, face your fears and train your brain for happiness and success, de Amy Morin.

Disponível em: https://www.psychologytoday.com/blog/what-mentally-strong-people-dont-do/201704/whats-better-emotionally-intelligent-or-mentally

8 dicas para parar de sentir-se culpada

Essas declarações soam familiares?

“Minha casa é uma bagunça. Por que não consigo organizá-la?”

“Eu esqueci minha consulta. O que há de errado comigo?”

“Eu comi demais na noite passada e agora me sinto inchada e horrível.”

“Eu não estou fazendo o suficiente para meus amigos. Eu sou tão egoísta!”

 

A culpa é ou não é saudável? Depende. Sentimentos saudáveis ​​de culpa nos motiva a viver de acordo com valores autênticos, o que, por sua vez, pode melhorar relacionamentos, uma vez que é mais provável tratar o outro com respeito e fazer a sua parte. No entanto, sentimentos desnecessários ou excessivos de culpa também pode ser um fardo psicológico que interfere nas emoções e na qualidade de vida. No extremo não saudável, “culpa excessiva” é um sintoma de depressão. O que você pode fazer? Segue algumas dicas:

 

  1. Procure evidências de que você não é tão culpada assim

Se você se sentir culpada porque você não está fazendo o suficiente pelos outros pense em todas as coisas que você faz regularmente por eles. Então faça uma lista e consulte sempre que a culpa te atormentar.

 

  1. Ser direta e obter mais informações

Pergunte às pessoas que você acha que está negligenciando se elas realmente se sentem negligenciadas. Considere a possibilidade de elas terem uma tendência a esperar muito e não assumir as próprias responsabilidades. Então pense como um observador externo veria a situação. Se você concluir que você realmente não está fazendo o suficiente, então busque soluções para equilibrar as necessidades de todos.

 

  1. Aprecie a si mesmo e tudo o que você faz

Escreva um diário de “auto-gratidão” no final de cada dia, observando pelo menos três coisas que você fez naquele dia para atingir seus objetivos ou ajudar alguém que você se preocupa. No final da semana, leia o que você escreveu. Culpa e perfeccionismo tem um viés negativo. Eles fazem você prestar atenção ao que você não está fazendo certo. Ao escrever o que fez de bom, você pode superar esse viés e forçar-se a se concentrar em suas realizações.

 

  1. Pense como você veria as coisas se os papéis fossem invertidos

Você acha que o outro está fazendo o suficiente? Muitas vezes achamos fácil ser compreensivo com os outros, mas somos muito duros com nós mesmos.

 

  1. Não seja oito ou oitenta

Tente encontrar o cinza no meio daquele preto ou branco, daquele certo ou errado. Considere outras maneiras de ver a situação. Tente julgar seus esforços no contexto, ao invés de sempre esperar a perfeição.

 

  1. Olhe para as emoções que acompanham a culpa

A culpa pode estar mascarando outros sentimentos como raiva, intimidação ou ressentimento? É necessário analisar as emoções que andam junto com a culpa.

 

  1. Decida o quanto você está disposto e é capaz de fazer

Se você sentir que realmente não fez o suficiente pelo outro, faça um compromisso de mudança futura. Por exemplo, se você não pode fazer todo o trabalho exigido pelo seu chefe, decida o que você pode e se comprometa a fazer. Em seguida, comunique esta disposição a ele de forma proativa.

 

  1. Cuide das suas próprias necessidades

Não cuide só dos outros o tempo todo. Não silencie ou diminua suas próprias necessidades. Cuide de você!

 

Este artigo é baseado em um capítulo do livro The Stress-Proof Brain: Master Your Emotional Response to Stress Using Mindfulness and Neuroplasticity, de Melanie Greenberg.

Você já limpou a sua chaminé hoje?

Por Julia Diniz

 

Quem de nós sabe como limpar uma chaminé?

Vamos tentar explicar: a medida que a chaminé é utilizada, os resíduos tóxicos da combustão da lenha são armazenados e se acumulam nesse tubo, obstruindo e bloqueando a saída do ar. Quando está muito obstruída, não consegue queimar os resíduos e a lenha pode gerar uma combustão a partir da fumaça tóxica acumulada, logo a sua limpeza garante seu funcionamento seguro.

Mas o que isso tem haver com a Psicologia? Tudo! E foi uma jovem de 21 anos que nos mostrou isso.

Te apresentamos Anna O, criada no século XIX através de uma educação rígida, adoeceu enquanto cuidava de seu pai doente. Tinha como sintomas alucinações visuais, tosse nervosa e paralisia do braço direito e pescoço e após a morte de seu pai, seus sintomas pioraram.

Com a ajuda do seu médico, Dr. Breuer, Anna conseguiu descrever suas alucinações e seus sintomas foram sendo eliminados. Ela mesma denominou isso de “talking cure” ou cura pela fala, fazendo uma analogia a uma “limpeza de chaminé”. A metáfora da chaminé é utilizada para representar o ato terapêutico de Anna, onde a fumaça representa o conteúdo que ela deseja pôr para fora, seus sintomas e como era preciso ser feito para serem expulsos de si.

O mesmo ocorre com nós. Ao guardar muitas coisas para si, ao guardar coisas tóxicas que bloqueiam de alguma forma nosso bom funcionamento, podemos entrar em “combustão”, ou seja, podemos ter problemas físicos ou psicológicos como aparição de sintomas que exprimem um conteúdo doloroso. Quando a fumaça não consegue sair pela chaminé, ou seja, quando não conseguimos exprimir em palavras aquilo que sentimos, esta “fumaça tóxica” se espalha e fica presa em nosso corpo.

Assim podemos pensar um pouco no conceito psicanalítico de inconsciente, como sendo um lugar separado da nossa consciência onde conteúdos insuportáveis e dolorosos são reprimidos e ali deixados. Esses conteúdos podem ser entendidos como sendo a fumaça tóxica e podem ser geradores de sintomas, os quais podem ser melhorados quando essa fumaça é expulsa através de uma “limpeza da chaminé”, ou seja, quando se é possível colocar em palavras através do tratamento terapêutico, ou seja, trazer para a consciência, algumas questões do que foi reprimido para o inconsciente.

Esta “limpeza da chaminé” traz o poder curativo das palavras no tratamento terapêutico e é uma metáfora para o desabafo, para limpar aquilo que de alguma forma incomoda ou traz sofrimento.

E aí, você já limpou a sua chaminé hoje?

Ao nosso redor tudo é passageiro.

vozes1Pra mim 1986 foi o ano que eu tomei consciência de mim… fui pra 1a. série, aprendi a ler, mudei de casa, descobri o mundo. Foi nesse ano, na madrugada de 26 de abril, que o desastre aconteceu. Fiquei sabendo pelo noticiário. Mas aquilo não tinha sentido pra mim, estava mais preocupado em que horas eu iria brincar. Somente 30 anos depois, graças a Svetlana Aleksiévitch, conheci e chorei lendo a história oral da catástrofe nuclear de Tchernóbil. Essa história não acabou lá na década de 80, esse defunto ainda respira, e respira morte. Por isso precisou ser contada e foi, não só pela vencedora do prêmio Nobel, mas por muitas vozes. Vozes vivas de pessoas comuns, vozes heróicas apesar de tantas mortes, estima-se algo em torno de 93 mil.

Assim como os moradores das pequenas cidades da Ucrânia e da Belarus, que não entendiam o que estava acontecendo, nós leitores, ao ler as letras de Svetlana, ficamos com o sentimento e a tentativa de alcançar o nunca visto. Desnudamos as recordações, o desabafo de sortes sobreviventes, de pessoas que não perderam somente uma cidade, mas uma vida inteira.

Em determinado momento do livro se questiona por que se escreve tão pouco sobre Tchernóbil, a resposta é rápida e certeira: “O acontecimento ainda está a margem da cultura. É um trauma da cultura”. Hoje a cidade evoluiu para status de zona proibida, antes foi zona de guerra, de terror, o próprio Apocalipse.

Para os que sofreram na pele fica o questionamento: lembrar ou esquecer? Pra nós, fica a obrigação de escutar e entender que ao nosso redor tudo é passageiro, inclusive as vozes de Tchernóbil, uma crônica do futuro.

Carta de um ansioso

Brasília (DF), 15 de Setembro de 2016.

correios

 

De: Eu

Para: Mim

 

Olá, espero que esteja tudo bem contigo. Desculpe a demora na resposta, sei que você não vai me perdoar. Quanto a mim, não estou bem. Me refiro a minha aflição, mais uma vez.

Hoje meu corpo está estranho, te escrevo porque estou preocupado e tenso. Meu coração está acelerado, uma dor de cabeça me atormenta, não tenho energia.

Acordei apreensivo, mas não sei o motivo, sinto que não vou dar conta das minhas tarefas, tenho certza que algo de ruim vai acontecer. Estou tão descrente com o futuro.

Estive pensando sobre o que você me perguntou na última vez. E a minha resposta é: irritado, cansado, triste e inquieto, esse sou eu.

Meu medo de não sei o que, está cada vez mais presente. Às vezes nem consigo respirar. Tremo, suo, como muito hoje, amanhã nada desce. Meu nervosismo não melhorou.

Sinto uma vontade irresistível de repetir tudo que faço. Reescrevo essa carta pela quinta vez. Crio obsessões que me acalmam. Mas é por pouco tempo, bem sei.

Diga-me. O que está acontecendo comigo? Estou doente ou esse é só o meu jeito de estar no mundo?

A incerteza me consome…

Espero que possamos estar juntos outras vez em breve.

Sei que preciso me cuidar, mas te imploro: Ajude-me! Preciso me (re)encontrar.

Hoje, agora!

 

 

* Se você poderia ser o remetente ou o destinatário dessa carta procure ajuda psicológica. A psicoterapia te ajudará a enfrentar os desafios para a construção de um caminho próprio e novo.

 

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