Categoria: Investimento pessoal

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MUNDO DO TRABALHO – SERIA A VIDA SÓ PAGAR BOLETOS?

Por Débora Porto

Pensando sobre trabalho, vejo muita gente se dedicar anos aos estudos para passar em um concurso, seguir uma carreira dos sonhos, conquistar uma vaga na empresa X que é extremamente reconhecida e quando alcançam, nem sempre conseguem se sentir tão satisfeitas quanto imaginaram. Por um tempo até se sentiram realizadas, podiam bater no peito e dizer que haviam “chegado no topo da cadeia alimentar”, mas já não possuem mais o mesmo brilho de antes.

O que houve? Onde se perdeu nesse caminho? Fui eu quem me perdi ou o caminho sempre foi diferente do que imaginei? Sinto dizer, mas você pode estar adoecendo por causa do trabalho.

sofrimento no trabalho

EXPECTATIVA X REALIDADE

Quando se planeja uma carreira sempre vêm em mente os aspectos positivos que o serviço irá trazer. A sonhada estabilidade, ascensão de cargo, coordenar, chefiar, contribuir para a sociedade como um todo, etc. Pouco se pensa sobre as desvantagens em ocupar um cargo ou o que, de fato, ele pode me trazer. Não é difícil encontrar pessoas que almejam determinado cargo somente pelo salário ou o glamour que determinada profissão irá trazer.

Na prática, nem sempre esse modelo linear sonhado é possível. Começam a aparecer chefias não tão generosas, assédios, relacionamentos interpessoais ligados ao trabalho fracassados, interesses pessoais/políticos colocados à frente, más condições de trabalho, etc. além, é claro, do contexto socioeconômico vivenciado pelo país.

Cai por terra o sonho e a realidade nem sempre é fácil de suportar. Sentimentos de medo, angústia, tristeza e impotência começam a aparecer. Além do mais, a pessoa se vê em posição “sem saída” e se torna difícil colocar na balança os benefícios e desvantagens da permanência no trabalho.

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PORQUE O TRABALHO?

A sociedade atual atribui valor ao humano por aquilo que ele produz. Por isso, fica cada vez mais evidente a necessidade de estar inserido no mercado, além, claro, das questões práticas (as contas não esperam).

O emprego é visto como fator de inserção social, capaz de identificar o indivíduo como pertencente a um grupo, no qual poderá relacionar-se (amizades e demais aproximações) e atribuir sentido ao próprio ser. O ambiente de trabalho se torna um laboratório da sua maneira de relacionar-se com o mundo. Ora, em regra, se passa ao menos dois turnos do dia inserido nesse ambiente, não é estranho que o mesmo seja tão importante ao sujeito.

Romper com esse modelo ou já não estar ligado a ele produz muito mais que questões práticas, mas uma ruptura simbólica entre o que faz sentido e não possuir a esse lugar. Mais uma vez, cito as questões práticas atreladas ao dinheiro, mas decidir por abandonar ou não um emprego, por exemplo, diz muito de uma necessidade de pertencimento e demais questões subjetivas que precisam ser trabalhadas.

 

ROMPENDO COM O MODELO IDEAL

Um problema recorrente é que nem sempre o perfil do sujeito se encaixa com a vaga/cargo a que deseja ocupar. Habilidades e competências podem ser satisfatórias a curto prazo, mas a longo os prejuízos podem começar a ser maiores. Obviamente não só as características individuais devem ser levadas em consideração, mas, também o clima organizacional no qual está inserido.

Quando ambos os interesses permanecem alinhados, diminui-se os índices de absenteísmo (aquelas faltas injustificadas), adoecimento e sofrimento. Ao menos estes encontrarão espaço e ferramentas para serem trabalhadas.

Outra crescente no mundo atual é o rompimento com o modelo tradicional de trabalho. Cada vez mais as pessoas estão investindo em alternativas que iniciaram em uma brincadeira de criança, uma reunião de amigos e habilidades descobertas ao longo do tempo.

São estas as pessoas que abrem os próprios negócios e vivenciam com rigor e seriedade necessário àquilo que lhe dá prazer. Nem sempre estas pessoas encontram seu espaço, pois o mundo capitalista ainda privilegia alguns seguimentos em detrimento de outros, mas vale à pena repensar os próprios interesses. Perdem-se talentos quando as pessoas assumem o risco em acreditar nos próprios princípios e idéias.

alegria

A VIDA NÃO É SÓ PAGAR BOLETOS

Um fato importante é que muitas pessoas relatam a dificuldade de viver as próprias experiências fora do trabalho. Seja pelo quanto o ofício o consome ou pelo fato de ter resumido suas relações a este. Nós, humanos, precisamos de escapes. Exatamente. Aquela viagem do fim de semana, uma tarde inteira sem fazer nada, uma saída de amigos ou seja lá o que faz sentido para você.

Pode ser que o cansaço o impeça até de encontrar sentido nas coisas, mas cabe a pausa. Pare por um momento antes do que planejou fazer e repense. Redescubra o que de bom/útil/importante esse momento poderá agregar a sua vida.

Respire. Use o tempo que precisar para isso. Você não precisa simplesmente desistir por desistir, mas refletir outras maneiras possíveis de funcionamento que lhe garantam bem-estar dentro de sua ocupação. Não necessariamente você precisará desistir.

Se o fardo estiver pesado demais, observe a rede de apoio que possa recorrer e não tema em acioná-la. Os amigos, a família e os profissionais de saúde podem ajudá-los a encontrar estratégias para lidar com a situação.

Se o caminho encontrado for o de abrir mão da atividade laboral, tudo bem. Romper esse ciclo não é sinônimo de fraqueza, mas representa um ciclo que se fecha para que outro se inicie. Isso se chama recomeços, a depender de seu ponto de vista.

Observar a vida por outra ótica auxilia a viver experiências de forma mais completa. Lembre-se: a vida é feita de momentos, permita-se viver o seu.


A psicoterapia se torna aliada para lidar com essas vivências. Não hesite em nos procurar, afinal, você não precisa enfrentar tudo isso sozinho.

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RELACIONAMENTOS ABUSIVOS – HÁ, SIM, LIMITES PARA AMAR

POR DÉBORA PORTO

Relacionamentos acontecem o tempo inteiro. Pais e filhos, namorados, amigos, profissionais, etc. Costuma-se acreditar, e que bom ser assim, que estes são fundamentais para o desenvolvimento humano. O problema é: até que ponto esse relacionamento é, de fato, saudável?

Para discutir esse tema precisamos entender, primeiramente, o que é violência. A essa altura você deve estar pensando: “ué, é quando uma pessoa bate na outra”. De fato, a violência física vem a ser a mais representativa por apresentar marcas visíveis do ato, porém não é só a isso que devemos nos apegar. A partir do momento que, dentro de uma relação, uma das partes passa a se sentir intimidada, com medo, ameaçada, baixa auto-estima, pode investigar que há violência.

ALERTA, PERIGO!

Muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer se estão vivendo um relacionamento assim por, em sua maioria, conviverem com os sinais invisíveis. Mas, então, como fazer para reconhecer se é abuso ou não é?

Primeiramente devemos entender que isso não é exclusivo de relacionamentos amorosos. Pessoas tóxicas estão em todos os lugares e costumam dar sinais. As falas, de modo especial, são as que mais costumam deixar marcas. O tempo passa e você muda de comportamento, se sente diferente e não sabe o motivo. Aparentemente diz que não aconteceu nada, porém aconteceu, você é que não percebeu.

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NÃO É AMOR, É ABUSO

A primeira justificativa de uma pessoa abusiva é: “fiz/faço isso porque te amo, gosto de você e quero seu bem.” “Não quero as pessoas pensando mal de você ou da gente.” “Vão achar que eu sou o quê?” Isso parece familiar? Obviamente devemos separar aqueles que se preocupam conosco e aqueles que só querem nos rebaixar. Listarei abaixo algumas situações típicas de relacionamentos abusivos que podem ter passado despercebidas, mas merece atenção.

SITUAÇÃO 1

Imagine que esteja entrando na fase adulta, conhece uma pessoa legal e precisa apresentar aos pais. De cara, a família nega. Lá vem a enxurrada de frases: “só não queremos te ver sofrer”, “é para te proteger”, “ele/ela não presta”. Infelizmente nem sempre é somente visando à proteção que isso ocorre. O que fica mais evidente é uma necessidade de controle da vida do outro e que escapa a sua mão.

Com as meninas isso se torna mais evidente. A filha obediente e controlada é o que é imposto à mulher desde criança, como discutido em texto anterior. Assim acontece quando as pessoas vão interferindo na decisão do outro em uma escolha profissional, por exemplo. A demonstração de poder através do “eu que tô pagando”, “está debaixo do meu teto”, etc.

SITUAÇÃO 2

Você conseguiu se formar e está trabalhando na área. Surgiu uma nova proposta de emprego, mas precisará que reajuste seus horários. Você desabafou com o(a) amigo(a) e ele(a) diz: “pra quê mudar se você já trabalha? Não acha que está sendo ingrata? Como faremos aos finais de semana? Não sairemos mais? E quem vai me dar carona de volta?”. Situações como essas são típicas de amizades abusivas. A pessoa não visa o teu bem, mas os interesses próprios. Tudo o que é relacionado a você é colocado em segundo plano e sua amizade resume-se a servir. Na verdade, você só terá esse amigo enquanto lhe for útil.

SITUAÇÃO 3

Você namora. Tem todas as redes sociais possíveis e gosta de se manter atualizada(o). Tem quase um mês que não faz postagens e decidiu colocar uma selfie sua. A partir daí começa: “porque não coloca uma foto nossa? Quem você não quer que saiba que estamos juntos? Nunca mais fez uma declaração pra mim. Quem é fulano que tá curtindo a foto? Pra quê esse tanto de gente te seguindo?”.

Não para por aí. Vocês brigaram: “você acha que encontrará alguém melhor que eu? Vai morrer sozinha(o).” Se decide trabalhar fora de casa: “porque isso agora? Está te faltando alguma coisa? É dinheiro que você quer?”. Você até acha que consegue ter uma vida fora de casa, mas…: “o que quer conversar com as amigas? Fale comigo. Você não sabe lidar com dinheiro, deixa que eu controlo. Pra quê ir ao salão de novo? Quer ficar bonita (o) pra quem? Vai sair de novo? Eu não tenho mais lugar na sua vida. Não quer transar porque? Essa roupa tá muito curta/decotada. Isso não é coisa de mulher direita. Você não vai, só se eu for junto. Me dá suas senhas (app, banco, cartão, celular)? Pode dançar, mas só comigo.”

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RELACIONAMENTOS E PSICOLOGIA

Hoje em dia há uma grande demanda nos consultórios devido a relacionamentos. Isso porque o estresse, baixa autoestima e demais sintomas começam a ser desencadeados no sujeito e ele passa a questionar a própria sanidade mental.

Isso quer dizer que procura atendimento por não saber o que fazer, não saber o que está acontecendo, por estar com depressão, crises de pânico e etc. “sem razão alguma”. À medida que a investigação desenvolve, descobre-se a enorme probabilidade de estes aparecerem devido a relacionamentos e que passaram despercebidos. É comum ouvir algo como “sempre foi assim. Os homens/mulheres são todos iguais. Eu tenho o dedo podre mesmo. Ninguém gosta de mim. Pensei que era uma pessoa boa, mas só me decepcionei…” que só servem para reforçar o modo de se relacionar aprendido e que estabeleceu um padrão.

QUANDO A(O) ABUSIVA (O) É VOCÊ

Os padrões passam a ser repetidos e se torna comum para você se tornar uma stalker das redes do(a) parceiro(a), não deixar sair com os amigos, xingar, ter um ciúme obsessivo, chantagear com a desculpa de ser amor, mas não.

Insegurança em relacionamentos se torna comum por ser uma situação em que não terá controle sobre o outro e o que vai acontecer, mas dessa forma se torna algo insuportável em permanecer envolvido.

O problema se torna crônico porque, em grande maioria, as pessoas deixam de viver as próprias vidas para cuidar do outro que nem pediu para ser cuidado. Passam a depositar no(a) parceiro(a) uma responsabilidade em suprir o que lhe falta que não o cabe. Mas falta de quê?

AMOR… O PRÓPRIO

Devemos reconhecer que somos seres faltantes. Vivemos em busca de algo (utópico) que vai nos preencher de forma completa (?) para sempre (???). Porém isso não existe e por isso demandamos tanto do outro. É claro que não se pode perder de vista a relação de poder entre os sexos (e aqui cito claramente o machismo) e uma necessidade de dominação para satisfazer o próprio ego numa tentativa frustrada de esconder as próprias fragilidades.

Lacan dizia que toda demanda é uma demanda de amor. Vivemos uma busca incessante por ser amado e com isso ser aceito pelos outros. Algumas pessoas se sujeitam à situações extremas para não perder minimamente o ganho (mesmo imaginário) dessa relação. Se sentir sozinho, sem amigos, etc. acaba sendo mais doloroso.

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E AGORA?

As razões aqui citadas podem fazer com que seja muito difícil sair de uma relação assim ou se impor quando necessário. Gera angústia se ver em uma posição “sem saída”. Por isso um acompanhamento psicológico adequado auxilia o sujeito a tornar clara questões antes não percebidas e que o levará a se tornar cada vez mais consciente dos processos a que foi submetido(a) ao longo da vida.

Tudo isso envolverá uma disposição do sujeito em se perdoar, se permitir sentir determinadas coisas, encontrar as próprias qualidades, descobrir-se de modo geral. Buscar o que faz sentido para você é o caminho de autocuidado, um “carinho em si mesmo”. Não terceirize aquilo que só você pode fazer por, para e com você.

Reinventar-se é uma habilidade a ser dominada. Deve seguir, sim, sem excesso de bagagem trazida pelo outro. Você não precisa passar por tanta coisa sozinho(a). Eu sei, dói sentir-se assim, mas podemos falar mais sobre isso.

 

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FILHOS QUE NÃO VIVEM AS EXPECTATIVAS DOS PAIS

Por Débora Porto

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Falamos na semana passada sobre pais que sonham o futuro dos filhos que nem sempre se concretizam. Agora é importante, então, observar que há outro lado dessa história, o dos filhos. Sob essa perspectiva, convido vocês a observarem como essas situações repercutem na vida deles.

Primeiramente, tomamos aqui a figura dos pais/cuidador como a de uma autoridade. São eles que durante o crescimento ditaram as regras e tomaram as decisões necessárias. Na maioria das vezes é possível que os filhos tenham tido os impactos minimizados e puderam crescer sem se preocupar com tantas tensões.

MAS OS FILHOS CRESCERAM

Começou a fluir tudo o que desejam para a própria vida e os valores passados. Seguir os próprios passos não é tão fácil assim. Por muito tempo tiveram quem fizesse isso por eles, agora são chamados a uma nova realidade. Os filhos também assumem novos papéis. Mais que isso, o que querem pode não corresponder à vontade dos pais/cuidadores. Com isso, vem o medo da decepção. Pior, vem a insegurança.

O MONSTRO DAS INCERTEZAS

Existe aqui a preocupação em deixar os pais tristes como também a incerteza sobre ter tomado “a decisão certa”. Tudo até aqui deu certo porque havia apoio. Caso não desse certo, haveria “colo” para se recuperar e seguirem frente.

Chegou a hora de colocar tudo isso em jogo. A instabilidade também os afeta, porém, se torna extremamente necessária. É através disso que os membros dessa relação poderão descobrir novas habilidades. Mais que isso, descobrirão ser capazes de passar (e superar) coisas inimagináveis.

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O QUE NÃO ME CONTARAM SOBRE CRESCER

Primeira verdade: crescer dói. Sim, é muito mais fácil ter quem enfrente a vida por nós. Mas aqui vai um toque: mesmo que venha a doer, nada é mais gratificante do que fazer as coisas por si mesmos. Em algum momento da vida você precisará se colocar em primeiro lugar. Muitos querem que você seja muita coisa, mas e você? O que você quer? Essa é a questão chave do crescer.

O desconforto por ser desafiado pela vida é normal. O que não pode ser possibilidade é desistir daquilo que se quer por medo. Tudo o que se faz ou decide pode dar errado, mas também pode dar certo. Arriscar faz parte e muitas vezes é mais vantajoso do que pagar “pelo benefício da dúvida”.

RECONFIGURANDO OS PAPÉIS

Como havia dito no texto anterior, os pais de filhos crescidos acabam assumindo um papel muito mais forte de parceria do que de superioridade como era com filhos pequenos. É chegado a hora de confiar nos valores e educação passados.

Não existe mais tempo para permanecer agarrado à ideias de frustração pelos filhos que não seguiram os caminhos que vocês sonharam. A vida passa e está, inclusive, acontecendo enquanto você lê esse texto.

A energia depositada em murmurar por esse caminho diferente do esperado não trará recompensas. Eles serão gratos por tudo o que já fizeram e poderão ficar muito mais felizes em saber que terão os pais/cuidadores como o “colo” que sempre poderão retornar se o fardo das escolhas forem pesados demais.

RESPEITANDO AS LIBERDADES

Por mais que não queira, todos são livres (na medida do possível). Isso quer dizer que não haverá controle absoluto sobre o outro. Encorajar, apoiar e incentivar os filhos quando pequenos facilita o desenvolvimento da autonomia e fortalecerá os laços enquanto crescidos.

O lugar que os pais/cuidadores ocuparão na vida (e no coração) dos filhos será resultado do que vieram construindo ao longo dos anos.

Faz parte os filhos saírem de casa. Tudo bem se casarem, ter filhos, mudar de cidade. Pode ser que queiram seguir carreira acadêmica ou investir no próprio negócio. Pode ser que queiram mil coisas. Eles ainda assim saberão que vocês existem. A angústia pela separação dos filhos (real ou simbólica) é compartilhada.

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ACIMA DE TUDO QUERO QUE SEJA FELIZ.

É ser egoísta achar que somente os mais velhos se importam e os filhos só pensam em si. Os filhos sofrem por os verem sofrendo. Nunca foi a intenção os decepcionarem. Pelo contrário, muitas vezes eles passaram a vida tentando os agradar. Mas é preciso entender que a vida é deles e parafraseado Caetano Veloso, eles são quem saberão a dor e a delícia de ser o que é.

Se a vida, aos poucos, vai mostrando que é dura, com um alto grau de dependência o preço a ser cobrado mais tarde será muito mais caro.

Demonstrem apoio. Mostrem que só querem que seja feliz. Tudo bem não seguirem o caminho que sonharam e tudo bem também se tudo estiver dando errado. É possível recomeçar, desconstruir e reconstruir o tempo inteiro. Senão, os filhos permanecerão vivendo a angústia em não saber o que fazer. Entre escolher por si ou pelo outro, logo um outro tão amado. Lembrem-se pais/cuidadores: vocês não estarão aqui para sempre. Não foram vocês mesmos que, muitas vezes, os encorajaram a responder a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. Nesse período eles mal sabiam responder, mas no fundo, a única resposta viável é: feliz.

Filhos sejam gratos, mas não deixem de mostrar o limite aos pais. Sim, eles não devem ocupar ou fazer mais nada além do necessário e isso não engloba viver sua vida. Os lugares devem ser claros, assim os papeis serão também. Investir energia em sonhar junto se torna mais vantajoso que lamentar sozinho.

O ninho não se torna vazio por isso. As separações ocorrem a todo tempo e mesmo assim vocês ainda se pertencem. Porque, talvez, ninho nunca tenha sido um lugar físico, mas o coração. Seguir o próprio caminho, por mais doloroso que seja, não é só opção, mas deve ser prioridade.

 

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WE CAN DO IT! – SUPERANDO O COMPLEXO DE CINDERELA

Por Débora Porto

Era uma vez, num reino tão, tão distante (ou na capital do Estado mesmo) uma mulher chamada Cinderela (Maria, Joana, Ana, Valentina, Patrícia e etc.). Vinda de uma família onde o pai possuía muito dinheiro (ou nem tanto assim, mas é a figura de liderança da família – marido, avô, irmão, tio) que acaba falecendo (abandonando o lar, se separando ou só cobrando que a mesma seja independente agora que cresceu) e deixa a filha (esposa, neta, irmã, sobrinha) aos cuidados da madrasta e irmãs (aqui pense na sociedade como um todo).  

A jovem, se sentindo desamparada e despreparada (porque nunca ninguém disse ou ensinou que ela poderia ser independente) acaba sofrendo nas mãos da família (sociedade) e tendo a vida resumida aos cuidados domésticos (ou precisando procurar emprego, buscar uma qualificação acadêmica, etc.).

Num belo dia ela descobre que haverá um baile (balada, barzinho, etc.) onde todas as jovens são convidadas para participar e o príncipe escolherá sua esposa. Todas comparecem e a pobre moça não foi autorizada a ida (falta grana, não tem muito tempo, tá com problemas com a autoestima). Porém, de repente, aparece uma fada madrinha (ou aquela amiga que topa uma volta no shopping pra comprar uma roupa que vá chamar a atenção dos homens, independente de ser ou não confortável para você – vale sacrifícios – ou até mesmo empresta uma roupinha dela) que resolve todas as questões que a impediam de sair.

A jovem comparece ao evento, consegue se divertir, ainda que de modo recatado (chamar atenção não faz parte das boas maneiras de uma dama ou talvez não esteja acostumada em sair) e vai embora. O príncipe durante a semana resolve ir atrás dela (pode ser pelas redes sociais também). Ele a encontra e, ao se apaixonarem (ou não), casam e são felizes (?) para sempre. Assim ela está a salvo da vida de humilhações ou de esforço excessivo para manter o próprio lar (leia-se a própria vida e as contas em dias).

O COMPLEXO DE CINDERELA

Foi assim que Colette Dowling nos anos 80 e vivendo nos EUA, ao se deparar com a necessidade de cuidar de si e dos filhos sozinha após uma separação, percebeu um fenômeno o qual denominou “Complexo de Cinderela”. Isto é: a capacidade da mulher de rejeitar inconscientemente as responsabilidades e atribuir o êxito de sua vida a um acontecimento externo ou a alguém. Este, cuja presença será para livrá-la dessa necessidade de se manter dona da própria vida.

Estranho em 2018 repetir essas palavras com tantos avanços e espaços conquistados pela mulher. Principalmente no mundo profissional e acadêmico, sendo elas muitas vezes a provedora da casa, com ou sem marido. Acontece que não é difícil ouvir o discurso de mulheres que conseguiram conquistar diversas coisas, mas ainda não se sentiram realizadas por não possuírem maridos ou alguém que exerça essa função de segurança. O quanto se torna forte o sofrimento por ter “fracassado” nessa missão confiada a ela.

ROMPENDO COM O PADRÃO

E quem foi que disse que a sua felicidade, mulher, depende do outro? Sentir-se bem e realizar-se em diversas áreas  são tarefas que só competem a si mesmas, sem a necessidade de terceirizá-la. Como no conto, pode ser que a pessoa que exercia a função de segurança não esteja mais presente. A vida exige que coloque em prática as múltiplas facetas de ser humano para garantir a própria sobrevivência. Não dá para “se virar” por enquanto até alguém (príncipe) aparecer para salvá-la. Já pensou se esse alguém não chegar? A liberdade de ser o que quiser pode assustar aquelas que não foram ensinadas sobre a possibilidade de serem independentes. Porém não deve, em hipótese alguma, ser um fator de paralisia ou de sensação de fracasso.

LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER

Se, por acaso, existe em sua vida a necessidade de estar com alguém a qualquer custo para sentir-se ‘completa’, desconfie. Obviamente as relações exercem funções importantes na vida do ser humano, mas não podem ser estabelecidas baseadas na dependência. Não somos propriedade de ninguém além de nós mesmas. O caminho no qual percorremos é onde reside a beleza da vida. Escolha. Tome as próprias decisões. Decida se quer ou não casar-se com um parceiro ou parceira um dia, se deseja ou não ter filhos. Não é errado desejar ter a própria família. Mas faça isso por você e assuma o papel de responsável dentro desta relação. Não sobrecarregue o outro em ter de dar conta das próprias questões e das tuas também. Saia, vá a bailes, divirta-se por, para e com você, não faça dessa busca o fim ultimo de tua vida.

Encoraje nossas crianças a amarem-se. Por muitas vezes tentam nos encaixar em moldes de uma “mulher ideal”. Então, rebele-se, acima de tudo, respeitando as próprias vontades. Aprenda a conversar sobre sexo com a mesma naturalidade que fala da necessidade de alimentar-se. Permita-se. Descubra-se. Desconstrua e reconstrua-se quantas vezes forem necessárias. Empodere-se. Ocupe, sonhe e vá onde quiser. Se nunca lhe disseram, escreva tua própria história. Você pode muito mais que um conto de fadas. Por fim e, acima de tudo, tenha orgulho de ser quem és, você lutou para isso.

“É preciso ter coragem para ser mulher nesse mundo. Para viver como uma. Para escrever sobre elas” (Think Olga)

mulher

Como melhorar a saúde mental das mulheres?

As mulheres estão enfrentando atualmente um paradoxo quando se trata de seu bem-estar. Externamente, eles se destacam em vários campos (educação, esporte, ciência e política), entretanto, os números indicam um aumento dos casos de ansiedade e de depressão.

Então, o que pode ser feito para ajudá-las a se sentir bem consigo mesma? Ou seja, como melhorar a saúde mental das mulheres?

Vivemos em um mundo desafiador, onde a competição pelo “ter” faz com que as mulheres lutem para “ser” figuras socialmente perfeitas (mulher+mãe+profissional+companheira), o que acaba gerando quadros graves de aflição e desconforto psicológico. Cada vez mais estão sendo obrigadas a serem a Mulher-Maravilha da resiliência, tendo que aumentar capacidade de se adaptar aos desafios da vida. Se obrigando a ter flexibilidade, otimismo, competência, gestão emocional e auto-estima elevada.

Mas como enfrentar o medo de não conseguir tal perfeição?

Com certeza, construindo bases que proporcionem uma real coragem mental, intelectual e emocional. E a Terapia Psicológica é um espaço privilegiado onde é possível construir essa base. Uma pessoa corajosa teme o que deve ser temido, mas confia em sua potencialidade quando se autoconhece. A Psicologia entende coragem mental como o comportamento de pensar em novas idéias e ter a coragem de implementá-las enfrentando as consequências, e focando suas energias em pessoas ou em situações realmente relevantes.

Entretanto, a resiliência (conseguida através do início de um processo terapêutico) por si só não impedirá o sofrimento psicológico. É crucial buscar apoio especializado e constante para um maior controle de si mesma. Ao fornecer serviços de saúde mental acessíveis, em conjunto com o foco em impulsionar a adaptação aos desafios da vida moderna, vislumbramos que as mulheres se tornarão mais resilientes e mais saudáveis psicologicamente falando.

Se você nunca fez Terapia ou quer retornar a um atendimento Psicológico. Convidamos a conhecer um dos terapeutas da Innere Psicologia.

10 formas diferentes de dizer: Eu te amo!

 

O que você pode fazer para comunicar e mostrar ao seu parceiro que você o ama? Experimentamos o amor de maneiras diferentes, alguns querem carinho, outros precisam ouvir um “eu te amo” e, para outros, as ações falam mais que palavras.

Aqui estão 10 dicas e maneiras diferentes de mostrar o seu amor:

 

 

1. Pratique pequenos atos aleatórios de bondade com seu parceiro 

Quando seu parceiro precisa de uma pequena ajuda, apenas ajude. Se ele está muito cansado para andar com o seu cachorro ou organizar a casa, o ajude na tarefa e mostre que você se importa com o bem estar dele.

2. Mande mensagens de carinho

Com o advento das redes sociais, é possível ficar próximo de quem você ama. seja cuidadosa e não exagere, mas envie pequenas mensagens relembrando o quanto outro é importante.

3. Faça coisas agradáveis ​​sem motivo

Atos agradáveis aleatórios, como preparar um café da manhã ou dar um presente, mostram para a outra pessoa o quanto você a ama.

4. Faça todas as pequenas coisas que você fez quando estavam só paquerando

Lembre-se do início do namoro, quando você fazia pequenas coisas que deixavam o seu parceiro encantado? Faça sempre que puder!

5. Peça ao seu parceiro para lhe dizer o que você faz que o encanta

Proporcione o que você tem de melhor ao outro.

6. Seja gentil com os amigos e familiares do seu companheiro 

Uma maneira de dizer “eu te amo” é ser agradável com as pessoas que são importantes para o seu parceiro. Aceitá-los fará bem para o seu relacionamento.

7. Seja empático e escute o seu parceiro

Não há nada melhor que você pode fazer do que ouvir quem você ama, quando ele tem um problema e quer falar sobre isso.

8. Vá para a cama uma hora mais cedo 

Aproveite esse momento, coloque a conversa em dia, abrace, beije, demonstre o seu carinho.

9. Dê pequenos presentes 

Mostre que você pensa nele com pequenas e baratas ações.

10. Dê abraços e beijos espontâneos 

Ser carinhosa ao longo do dia é uma ótima maneira de mostrar a alguém que você se importa.

Você é honesto com você mesmo?

Quem nunca mentiu para si mesmo? Quem nunca se auto enganou? Afinal, você é honesto com você mesmo?

Para provar que a ilusão é um prazer, elencamos 6 mentiras que vez em sempre contamos para nós mesmos:

1. Ignorância é uma benção

Muitas vezes evitamos algumas informações porque sabemos que elas vão nos desmotivar, e falamos em alto e bom som: “A ignorância é uma benção” (auto engano).

Quase um: “se não sei sobre determinado assunto não sofro com ele”. O problema disso é que não é possível ter uma completa ignorância, viver em uma bolha estratégica é perigoso e limitador.

2. Negar a realidade

A negação é uma defesa psicológica que usamos contra realidades que nos incomodam, criando assim uma falsa sensação de segurança.

Por exemplo, na negação, algumas pessoas dizem para si mesmas: “Posso parar de fumar a qualquer momento”, “Isso não está acontecendo comigo”, “Não tenho problema com o meu chefe”(auto engano).

3. Confiança excessiva

Sabe aquelas pessoas que é são tão confiantes que chegam a pensar que são abençoadas e escolhidas por uma força maior.

Esse otimismo irrealista diminui a necessidade de um real esforço e faz com que nós falhemos diante da vida, um exemplo, é aquele alcoólatra que que confia que a qualquer momento pode parar de beber (auto engano), mas que sempre falha nesse objetivo.

4. Humildade excessiva

Em oposição ao excesso de confiança, se uma pessoa é incerta sobre suas reais habilidades acaba por evitar de fazer determinados trabalhos por acreditar que não têm potencial para tanto(auto engano).

5. Como eu gosto de ser visto

As pessoas gostam de ser bem percebidas, por si mesmas e por outros.

Internalizamos inconscientemente personalidades de alto valor social para sermos melhores avaliados pelos nossos pares (auto engano). Por exemplo, divulgamos as nossas ações de caridade ou postamos mensagens de compaixão as vítimas de uma determinada tragédia nas redes sociais.

6. Eu e os outros

Somos rigorosos com os outros, mas em contrapartida nós atribuímos o nosso sucesso a nossa competência e nossas falhas a circunstâncias infelizes da vida (auto engano). Por exemplo, quando dizemos: “Você falhou, porque você não tentou o suficiente”, “Eu falhei, porque eu tive um problema de saúde”.

 

Quer diminuir a quantidade de vezes que você mente para você mesmo? Busque o seu autoconhecimento, faça terapia!

5 dicas para gerenciar seu tempo

Honre seus objetivos e pare de procrastinar. Você tem muito a fazer e muito pouco tempo para fazê-lo? Você não está sozinho. No mundo agitado e conectado de hoje, parece que devemos estar ocupados 24 horas por dia e 7 dias por semana apenas para acompanhar o básico. Não parece haver tempo suficiente para fazer as coisas bem.

O sentimento de privação de tempo ou energia faz com que você coma alimentos rápidos em vez de cozinhar refeições saudáveis, se esqueça de pagar as contas a tempo, não responda os e-mails importantes ou ligações telefônicas. Uma mentalidade de escassez pode levar você a negligenciar as pessoas que você gosta, além da sua própria saúde e bem-estar.

Tome o controle de seu tempo. A chave é assumir o controle do seu tempo, em vez de permitir que o tempo te controle. Pessoas que estão sob pressão do tempo e sentem que tem controle sobre seu tempo relatam maior satisfação de vida, sentem-se menos sobrecarregadas e tem menos tensão do que aqueles que estão igualmente ocupados. Mesmo se você não pode controlar o tempo livre que você tem, você pode começar a ser mais efetivo no gerenciamento do tempo que você tem.

Abaixo estão cinco coisas que você pode fazer para controlar o seu tempo:


1. Definir prioridades

Dê um passo atrás e pense em seus maiores objetivos de vida. Decida quais metas são mais importantes para você. Uma vez que você é claro sobre suas prioridades e objetivos, você pode usar isso como base para planejar seu tempo e compromissos.

2. Seja realista sobre o que você pode realizar

Se você é como a maioria das pessoas, provavelmente irá superestimar o que você pode fazer. Você pode esquecer que você é menos produtivo quando está cansado, que você é obrigado a ser interrompido ou que pode encontrar problemas ao longo do caminho que desviam seu tempo e atenção.

3. Limite as interrupções

Limitar a frequência com que você é interrompido é a chave para fazer as coisas. 

4. Diga “não” a compromissos extras que não atendem seus objetivos

A maioria de nós prefere dizer “sim” do que dizer “não”. Mas priorizar seus objetivos significa desistir de algumas coisas que você deseja. Definir limites com os outros é uma parte importante do gerenciamento do estresse. Então, antes de se comprometer, pense em onde essa tarefa ou função está em sua lista de prioridades e apenas diga ” Sim “ se é uma área de alta prioridade.

5. Pare de procrastinar

Depois de descobrir o motivo pelo qual você está procrastinando, você está em melhor posição para encontrar uma solução.
Se a tarefa é desagradável ou chata, pense em quão importante ela é para você.
Se a tarefa for chata, mas não tão importante, pense em não faze-la.
Se você está com excesso de trabalho e cansado, motive-se.
Se você não acha que pode fazer um bom trabalho, avalie se essa crença é verdadeira.





Este artigo é baseado em um capitulo do livro de Melanie Greenberg, The Stress-Proof Brain: Master your Emotional Response to Stress Using Mindfulness and Neuroplasticity

Disponível em no site

Você realmente conhece quem você é?

“Conhecer a ti mesmo é o princípio da sabedoria.”

 

Esta famosa citação é muitas vezes atribuída a Sócrates. Mas o que exatamente você sabe sobre você?

Mas primeiro, por que é importante conhecer a si mesmo? Talvez seja óbvio, mas aqui em poucas palavras são algumas razões pelas quais você pode querer saber sua própria natureza:

  • Felicidade. Você será mais feliz quando você pode expressar quem você é e seus desejos.
  • Menos conflito interno. Quando suas ações externas estão de acordo com seus sentimentos e valores internos, você experimentará menos conflito interno.
  • Melhor tomada de decisões. Quando você conhece a si mesmo, você é capaz de fazer melhores escolhas sobre tudo, de pequenas decisões como qual camisola você vai comprar para grandes decisões como o parceiro que você vai gastar sua vida. Você terá diretrizes que você pode aplicar para resolver problemas variados da vida.
  • Autocontrole. Quando você se conhece, você entende o que o motiva a resistir a maus hábitos e desenvolver bons. Você terá a visão para saber quais valores e objetivos ativam sua força de vontade.
  • Resistência à pressão social. Quando você está fundamentado em seus valores e preferências, você tem menos probabilidade de dizer “sim” quando você quer dizer “não”.
  • Tolerância e compreensão dos outros. Sua consciência de suas próprias fraquezas e lutas pode ajudá-lo a ter empatia com os outros.
  • Vitalidade e prazer. Ser quem você realmente é ajuda você a se sentir mais vivo e torna sua experiência de vida mais rica, maior e mais excitante.

 

Agora voltamos para a pergunta inicial: Mas o que exatamente você sabe sobre você? Temos 6 elementos (sinais vitais) que podem ajudar nesta jornada de auto-conhecimento e a compreender a sua própria identidade:

V = Valores

Os “valores”, como “ajudar os outros”, “ser criativo”, “saúde”, “segurança financeira”, etc., são guias para a tomada de decisões e motivadores para se atingir os objetivos. Pode tornar mais provável que você tome ações saudáveis, por exemplo. A motivação fornecida por valiosos valores também pode mantê-lo indo mesmo quando você está cansado, como mostrado em muitos experimentos de psicologia. Se você quiser motivar-se, conhecer seus valores!

I = Interesses

“Interesses” incluem suas paixões, passatempos e tudo o que atrai sua atenção durante um período de tempo sustentado. Para descobrir seus interesses, pergunte a si mesmo estas perguntas: O que você presta atenção? O que você está curioso? O que lhe interessa? O estado mental focalizado de estar interessado em algo torna a vida viva e pode lhe dar pistas sobre suas paixões mais profundas.

Muitas pessoas construíram uma carreira em torno de um profundo interesse em algo. Por exemplo, um amigo meu quebrou a perna quando ele tinha 11 anos e estava tão fascinado pelos médicos do pronto-socorro que ele decidiu se tornar um médico de emergência.

T = Temperamento

“Temperamento” descreve suas preferências inatas. Você restaura sua energia de estar sozinho (introvertido) ou de estar com as pessoas (extrovertido)? Você é um planejador ou o tipo de pessoa que se deixa levar? Você toma decisões com base em sentimentos ou pensamentos e fatos? Você prefere detalhes ou grandes idéias? Conhecer as respostas a perguntas de temperamento como estas poderia ajudá-lo a ir de encontro a situações que seriam boas para você e a evitar situações que seriam ruins.

Nos anos 60, a “espontaneidade” foi valorizada em relação ao planejamento. Eu tentei “ir com o fluxo”, mas pareceu-me que eu perdi um monte de tempo dessa maneira. Ir contra o grão da minha própria personalidade acabou por ser uma tarefa assustadora que não valia a pena.

A = Atividades ao redor do Relógio

A expressão “ao redor do relógio” refere-se a quando você gosta de fazer coisas – seu biorritmo. Você é uma pessoa da manhã ou uma pessoa da noite, por exemplo? A que horas do dia sua energia atinge o pico? Se você agendar atividades quando estiver no seu melhor, você está respeitando sua biologia inata. Quando eu olho para trás na minha vida, eu percebo que eu tenho sido uma pessoa da manhã desde o nascimento. Aquelas festas com amigas? Eu adorava ser incluída, mas nao gostava de ficar até tarde.

Enquanto a idéia do biorritmo pode soar trivial para a construção do self em comparação com a “valores”, pode apostar que sua vida diária é mais agradável quando você está em sincronia com a sua biologia. Em cada área, é mais fácil desfrutar da vida quando você não desperdiça energia fingindo ser alguém que você não é.

L = Missão de Vida e Metas Significativas

“Quais foram os eventos mais significativos de sua vida?” Esta era uma pergunta que eu gostava de perguntar quando os alunos iriam me ver para aconselhamento de carreira na faculdade onde eu trabalhei. Uma mulher de cerca de 40 anos ficou com os olhos cheios de lágrimas enquanto tentava responder. “Recentemente”, ela me disse, “eu achei muito importante cuidar do meu pai enquanto ele envelhecia e entrou em uma casa de repouso. Eu pude de estar lá e segurar sua mão quando ele morreu”. Enquanto falávamos sobre as dificuldades e recompensas dos últimos dias do pai, ela teve um momento e percebeu que ela queria se tornar uma enfermeira de casa de repouso (ela cumpriu seu objetivo e foi uma das líderes de sua classe.)

Pergunte a si mesmo a mesma pergunta: “Quais foram os eventos mais significativos de sua vida?” Você pode descobrir pistas sobre sua identidade oculta, sua carreira e satisfação com a vida.

S = Pontos Fortes

“Forças” pode incluir não só habilidades e talentos, mas também forças de caráter como lealdade, respeito pelos outros, amor pela aprendizagem, inteligência emocional, justiça e muito mais. Conhecer seus pontos fortes é um dos fundamentos da autoconfiança; Não ser capaz de reconhecer suas próprias superpotências poderia colocá-lo no caminho para a baixa auto-estima. Torne-se uma pessoa que “toma as coisas boas para si”, ouvindo elogios e percebendo habilidades que poderiam ser pistas para seus pontos fortes. Exemplo: Um conhecido diz que ela adora o som suave de sua voz. O que você poderia fazer com esse conhecimento? Da mesma forma, conhecer suas fraquezas pode ajudá-lo a ser honesto consigo mesmo (ou com os outros) sobre o que você NÃO é tão bom. Você pode decidir trabalhar com essas fraquezas ou tentar torná-las uma parte menor de sua vida pessoal ou profissional.

 

Este artigo é baseado em um capítulo do livro Changepower!: 37 secrets to habit change success de Meg Selig.

Disponível na Psychology Today 

Qual a diferença entre inteligência emocional e força mental?

É uma grande questão porque há muitos equívocos sobre o que significa ser mentalmente forte e mitos sobre como desenvolver a inteligência emocional.

A definição de inteligência emocional mudou ao longo dos anos. O Cambridge Dictionary oferece uma definição básica: “A capacidade de compreender a maneira como as pessoas se sentem e reagem e usar essa habilidade para fazer bons julgamentos e para evitar ou resolver problemas.”

Embora o conceito de inteligência emocional tenha surgido na década de 1960, não se tornou popular até 1995, quando o livro de Daniel Goleman, Emotional Intelligence: Why it can matter more than IQ (Inteligência Emocional: Por que pode importar mais do que o QI), tornou-se um best-seller.

No entanto, ao longo dos anos, muitas pessoas têm interpretado mal as declarações de Goleman. Enquanto ele argumenta que a inteligência emocional pode dar às pessoas uma vantagem competitiva em certos ambientes, também deixa claro que uma alta inteligência emocional não necessariamente levará a maior realização acadêmica ou melhores pontuações no vestibular.

Goleman identificou cinco componentes da inteligência emocional:

 

  • Auto-consciência: A auto-consciência é a capacidade de reconhecer e compreender as suas emoções e impulsos, bem como o seu efeito sobre os outros.
  • Motivação interna: A paixão para o trabalho que vai além do dinheiro e status, como a visão interior do que é importante na vida ou a alegria de fazer algo.
  • Auto-regulação: A auto-regulação é sobre o redirecionamento de impulsos e humores disruptivos e a capacidade de pensar antes de agir.
  • Empatia: Empatia é a capacidade de compreender a composição emocional de outras pessoas e a vontade de tratá-los de acordo com suas reações emocionais.
  • Competências sociais: As habilidades sociais incluem proficiência na gestão de relacionamentos e uma capacidade de construir relacionamentos com os outros, encontrando um terreno comum.

 

O que é força mental?                      

A força mental é freqüentemente usada de forma intercambiável com “resistência mental”, mas dependendo de como alguém a define, há uma boa chance de que eles não sejam a mesma coisa.

A resistência mental é freqüentemente usada quando as pessoas estão se referindo a atletas de elite, muitos deles quando estão testando seus corpos até os limites, vendo quanta dor eles podem suportar.

Mas, felizmente, a maioria de nós não precisa correr com um tornozelo quebrado ou intimidar os nossos adversários. Assim, esse tipo de resistência não é uma habilidade que a maioria de nós precisa na vida cotidiana.

Ser mentalmente forte não é sobre agir de maneira rígida. Trata-se de estar ciente de suas emoções, aprender com experiências dolorosas e viver de acordo com seus valores.

A força mental tem três componentes principais:

 

  • Regular seus pensamentos: regular seus pensamentos envolve aprender como treinar seu cérebro para pensar de uma maneira útil. Isso pode significar ignorar a auto-dúvida ou substituir a autocrítica pela auto-compaixão.
  • Gerenciar suas emoções: Estar ciente que suas emoções permite que você compreenda como aqueles sentimentos influenciam a maneira que você pensa e se comporta. Pode envolver abraçar emoções – mesmo quando elas são desconfortáveis ​​- ou pode ser sobre agir contrariamente às suas emoções, quando esses sentimentos não lhe servem bem.
  • Comportar-se de modo produtivo: Escolher agir de forma que irá melhorar a sua vida, mesmo quando você luta com motivação ou gratificação atrasada, é fundamental para se tornar mentalmente forte.

A grande diferença

A inteligência emocional é parte da força mental, mas a força mental vai além das emoções e aborda os pensamentos e comportamentos que afetam a qualidade geral de sua vida.

A força mental envolve o desenvolvimento de hábitos diários que constroem o músculo mental. Também envolve desistir de maus hábitos que atrasam suas realizações e conquistas.

A boa notícia é que qualquer pessoa pode aumentar sua inteligência emocional e construir força mental. E essas habilidades irão atendê-lo bem tanto em seu lado profissional quanto em seu lado pessoal.

 

Este artigo é baseado em um capítulo do livro 13 Things Mentally Strong People don’t do: take back your power, embrace change, face your fears and train your brain for happiness and success, de Amy Morin.

Disponível em: https://www.psychologytoday.com/blog/what-mentally-strong-people-dont-do/201704/whats-better-emotionally-intelligent-or-mentally

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